sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A epopéia de fazer compras em um supermercado






A cada dia que passa  mimamos nossos clientes. Talvez a atenção das promotoras, o curtir da rede social, propaganda, publicidade, a degustação, merchandising, P.D.V, o marketing direto e a promoção não seja o suficiente para convencê-lo de sua marca. 
Tirar da gôndola e por no carrinho um produto, para os acostumados, uma ação automática, para outros o preço, alguns o comprometimento com a responsabilidade social e outros, os filhos elegem. 
O Shopping center da alimentação, quer além do consumo necessário que compremos as delicatessen, as promoções relâmpago e o trivial.
E aos olhos treinados de uma publicitária não acostumada às listas de supermercado, perder-se é a primeira armadilha de uma grande epopéia.
A grande estratégia é o ponto de venda, ali que tudo acontece e quem dita às regras são eles.
Até ontem, achava que tinha livre-arbítrio em um supermercado, ledo engano!  
Você torna-se fiel a uma marca e por algum motivo não encontra mais, busca o produto como um Santo Graal e no final contenta-se, pois precisa beber algo.

Tudo bem! Torço apenas que minha marca predileta de suco volte a fazer as pazes e sua demanda seja restabelecida.

Contudo, ainda que tenha controle total da “Mega City” do varejo suas propagandas estão ainda aquém do criativo.
Uma mostra gringa de que é possível fazer varejo com criatividade!



E de como será o nosso supermercado de cada dia no futuro.


A experiência foi ótima, mas os morangos estavam estragados! 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A lenda urbana da Guerra.





Em uma sala de consultório empolgada com a leitura , de repente, o silêncio é interrompido pela simpática enfermeira trazendo à sala de espera um senhor com bengala à procura de um assento livre. Por destino, ao meu lado. 


Naquele momento senti uma simpatia instantânea, fechei o livro e  indaguei:  - Precisa de ajuda? Respondeu lucidamente: - Não, apenas vou me sentar.

O senhor de 86 anos contou sobre sua vida... Por solidão, por simpatia ou apenas por prosa.

Aos 22 anos participou da 2º Guerra Mundial,  viajou em um navio com 10 mil homens sendo 6 mil americanos para o fronte, e permaneceu por lá 2 anos. Na guerra, conheceu a Itália e França, capturou duas guarnições... Não matou ninguém, mas viu muita gente morta e sofrida. 

Ganhou cinco condecorações ao mérito voltou para sua terra natal, casou-se, formou em direito e incentivou seu irmão que se tornou um exímio Juiz de direito e após Desembargador, as vésperas de aposentar-se, o irmão, foi condecorado por alunos da Universidade de Coimbra em Portugal  que estenderam suas capas para homenagear  o ilustre homem das leis.  

Paulo, 86 anos, estava naquele consultório fazendo tratamento para recuperar seu joelho da queda ocasionada por um empurrão de  crianças que corriam pela rua.

Terminamos a conversa nos apresentando e senhor Paulo seguiu com sua sabedoria em passos calmos e firmes, não tinha raiva das crianças e nem medo de seguir só.

Pensando sobre a conversa e as inspirações, fui interrompida por outra paciente sentada à frente com um tom de indignação:
- Nossa! Como pode andar sozinho sem ninguém para ajudar? 
Pensei em silêncio voltando os olhos a leitura como se não tivesse ouvido o desabafo. 
- Ele já foi à guerra... Vir ao médico deve ser um hobbie.

[continua...]